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Nutrição

Nutrição funcional: o que é e como ela funciona no dia a dia

Publicado em Revisado em Por Natacha Ludkiewicz, nutricionista, CRN-3 38258
Maçãs verdes

A nutrição funcional é uma forma de trabalhar a alimentação que olha para a pessoa inteira, e não só para calorias ou para um nutriente isolado. Ela considera a rotina, o histórico de saúde, a digestão, o sono e o nível de estresse de cada um para montar um plano alimentar que faça sentido para aquela pessoa.

Neste artigo, você vê os cinco princípios que guiam essa abordagem e como cada um aparece no prato.

Alimentação como base da saúde

Na nutrição funcional, a comida é vista como a principal fonte do que o corpo precisa para funcionar bem. Vitaminas, minerais, fibras, proteínas e gorduras participam de tudo: da energia do dia à defesa do organismo.

Isso não quer dizer que a comida substitui remédio ou tratamento médico. Quer dizer que uma alimentação adequada é a base sobre a qual o resto do cuidado com a saúde se apoia.

Na prática, a base é feita de alimentos integrais e pouco processados:

  • frutas, legumes e verduras de cores variadas, que trazem vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes;
  • grãos integrais, como arroz integral, aveia e quinoa, que dão energia de forma mais estável;
  • proteínas magras, como peixes, ovos, frango e leguminosas;
  • gorduras boas, como azeite, abacate, castanhas e sementes.

Essa é também a recomendação central do Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2014): fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. O feijão com arroz, as frutas da estação e os legumes da feira já cumprem boa parte desse papel.

Individualidade bioquímica

Cada pessoa tem necessidades nutricionais próprias. Elas dependem de genética, metabolismo, idade, rotina, atividade física, histórico de saúde e até das preferências e da cultura de cada um.

Por isso, duas pessoas com o mesmo objetivo podem precisar de planos bem diferentes. Uma dieta pronta, tirada da internet, não considera nada disso.

A avaliação individual é o ponto de partida. Na consulta, o nutricionista conversa sobre hábitos e sintomas, avalia a composição corporal e analisa exames trazidos pelo paciente. Com essas informações, monta um plano alimentar que cabe na rotina e respeita o que a pessoa gosta de comer.

Equilíbrio hormonal e metabólico

Os hormônios e o metabolismo regulam fome, saciedade, uso da energia e armazenamento de gordura. A alimentação interfere nesses processos todos os dias.

Alguns exemplos de como isso acontece:

  • refeições com fibras e proteínas fazem a glicose do sangue subir de forma mais gradual do que refeições à base de açúcar e farinha branca;
  • comer em horários regulares ajuda a organizar a fome ao longo do dia;
  • longos períodos sem comer, seguidos de refeições muito grandes, tendem a desorganizar a saciedade.

Quando há suspeita de alteração hormonal, como problemas de tireoide ou resistência à insulina, o diagnóstico e o tratamento são com o médico. O nutricionista ajusta a alimentação em conjunto com esse acompanhamento.

Redução da inflamação

A inflamação é uma defesa natural do corpo. O problema é quando ela fica baixa e constante por muito tempo, o que está associado a várias doenças crônicas.

Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes e azeite ajuda a manter esse quadro sob controle. Já o consumo frequente de alguns alimentos pesa no sentido contrário:

  • açúcares refinados, presentes em refrigerantes, doces e biscoitos;
  • gorduras trans, que aparecem em alguns produtos industrializados;
  • ultraprocessados em geral, como salgadinhos, embutidos e refeições prontas congeladas.

A troca pode ser gradual. Um biscoito recheado vira uma fruta com castanhas. Um refrigerante vira água com limão. Pequenas substituições, mantidas no tempo, mudam o padrão da alimentação.

Promoção da saúde intestinal

O intestino faz muito mais do que digerir. É nele que a maior parte dos nutrientes é absorvida. Ele também abriga trilhões de microrganismos, a chamada microbiota intestinal, que conversa com o sistema imunológico e até com o cérebro, um tema muito estudado hoje.

A alimentação é um dos fatores que mais influenciam essa microbiota. Três grupos de alimentos ajudam:

  • fibras, de frutas, verduras, legumes, leguminosas e grãos integrais, que servem de alimento para as bactérias benéficas;
  • alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir e coalhada, que trazem microrganismos vivos;
  • água, que ajuda as fibras a fazer seu papel no trânsito intestinal.

Se você tem sintomas digestivos frequentes, como dor, inchaço, prisão de ventre ou diarreia, procure um médico para investigar a causa. O ajuste da alimentação vem junto com esse cuidado.

Para resumir

A nutrição funcional parte de cinco princípios: a alimentação como base da saúde, a individualidade de cada pessoa, o equilíbrio hormonal e metabólico, o controle da inflamação e o cuidado com o intestino. Ela não depende de produtos especiais. Depende de comida de verdade, escolhida para a sua realidade.

Se quiser entender como isso vira um plano feito sob medida, leia também O poder de uma alimentação personalizada para a sua saúde.

A Natacha tem pós-graduação em Nutrição Funcional e atende em Itaquaquecetuba, na Av. Paulista e online. Se quiser começar, é só marcar uma consulta.

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Natacha Ludkiewicz, nutricionista funcional

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